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"Tantos juramentos. Fazem você jurar e jurar. Defender o rei, obedecer ao rei, obedecer ao seu pai, proteger os inocentes, defender os fracos. E se seu pai despreza o rei? E se o rei massacra os inocentes? É demais. Não importa o que faça, está traindo um juramento ou outro."
―Sor Jaime Lannister[fonte]
Kingslayer

Sor Jaime Lannister mata o Rei Aerys II Targaryen, numa ação de perjúrio e regicídio.

Perjúrio ou quebra de promessas é a violação direta de um juramento, considerado um crime grave em Westeros. Aqueles que pertencem a ordens monásticas fazem votos explicitamente religiosos. Até os vínculos entre senhores leigos e seus vassalos são tipicamente sustentados por votos religiosos. Desta forma, perjúrio não apenas é considerado um crime, como também um sacrilégio, uma vez que há a quebra de votos sagrados – embora alguns votos sejam considerados mais sacrossantos que outros.

Todos os membros da Patrulha da Noite, da Ordem dos Meistres, da Guarda Real e das ordens religiosas da Fé dos Sete fazem votos sagrados prometendo uma vida de obediência, castidade e rejeição de quaisquer laços familiares ou reivindicações de herança.

A pena para perjúrio é frequentemente a morte, embora isso possa depender da gravidade do juramento quebrado. Senhores leigos que se revoltam, mas que depois se rendem, geralmente são perdoados (o que os encoraja a se render). Em outras ocasiões, alta traição é punida com execução. Septões da Fé dos Sete ou meistres que quebram seus votos são, muitas vezes, simplesmente expulsos de suas ordens.

A Patrulha da Noite, entretanto, tem um código rigoroso no qual perjúrio, particularmente deserção, deve ser punido com a morte. Na prática, devido a redução dos números e aos poucos recursos da Patrulha, oficiais geralmente farão vista grossa se alguns homens forem ao povoado próximo de Vila Toupeira para transar com prostitutas de vez em quando. Além disso, se um recruta tenta desertar, mas muda de ideia no caminho e retorna rapidamente, seus líderes frequentemente fingirão que nada de mal aconteceu.

Regicídio é considerado uma forma extrema de perjúrio, particularmente para reis que são mortos por seus próprios guarda-costas. A Guarda Real faz os juramentos mais sagrados para servir e defender a vida de seu rei. Portanto, foi considerado algo chocante quando o guarda real Jaime Lannister matou o Rei Aerys II Targaryen no clímax da Rebelião de Robert.

Perjúrio, até mesmo regicídio, não é considerado tão desprezível quanto fratricídio ou, pior de tudo, violar o direito de hóspede. A quebra do direito de hóspede pode ser considerada a forma mais extrema e completa de perjúrio: violar a promessa social básica de que convidado e anfitrião não vão ferir um ao outro enquanto sob o mesmo teto. Entretanto, perjúrio é considerado pior que a vergonha da bastardia.

Embora a Fé dos Sete seja a religião dominante em Westeros, ela nunca substituiu inteiramente os Deuses Antigos dos Primeiros Homens, que ainda são a religião majoritária do Norte. Assim, muitas promessas são juradas "pelos Deuses Antigos e os Novos" (ou seja, os Sete). As Ilhas de Ferro também cultuam uma terceira religião devotada ao Deus Afogado. Homens e mulheres tipicamente juram pela religião que eles próprios seguem, seja lá qual for.

Oficialmente, é impossível forçar alguém a fazer votos sagrados, e votos feitos somente sob pressão não são considerados vinculativos aos olhos dos deuses.[1] Dito isto, houve muitos casos em que as filhas de famílias nobres foram forçadas contra sua vontade a entrarem em casamentos arranjados para assegurar alianças políticas. No entanto, tais alianças ao menos fingem que a união é consensual, forçando a noiva (ou em alguns casos, o noivo) a proferir fisicamente os votos durante a cerimônia de casamento.[2]

Casos específicos de perjúrio

Atos considerados perjúrio

  • Deserção
  • Regicídio
  • Adultério
  • Violações do direito de hóspede, uma vez que os anfitriões fazem um voto sagrado de proteger seus hóspedes durante sua estadia e os hóspedes devem manter o mesmo voto.
  • Cavaleiros fazem votos sagrados de defender os inocentes e proteger os fracos. Entretanto, devido aos seus votos de obediência e o abismo social entre a nobreza e os plebeus, cavaleiros geralmente acabam fazendo exatamente o oposto do que juraram, principalmente em tempos de guerra. A menos que estejam no lado perdedor da guerra, esses cavaleiros raramente serão estigmatizados como perjuros ou enfrentarão a justiça.
  • A recusa de um vassalo (independentemente de sua posição) em responder às convocações de seus senhores feudais é considerada, além de perjúrio, traição.

Referências

  1. "A Subida"
  2. "Segundos Filhos"

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