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"O passado já está escrito. A tinta está seca."
―O corvo de três olhos[fonte]

A história registrada de Westeros se estende até cerca de 12 000 anos atrás, de acordo com a tradição, embora a precisão das lendas e mitos que relatam muito dessa história seja abertamente questionada pelos meistres da Cidadela, entre outros.

Tal como nas culturas medievais da vida real, o povo que habita o mundo conhecido, no qual os continentes de Westeros, Essos e Sothoryos estão, não possui um conhecimento sobre como seu mundo foi criado. Isso contrasta com o legendarium da Terra-média de J.R.R. Tolkien, onde os personagens chegaram a se encontrar com seus deuses ou seres angélicos e conheciam a história completa de seu mundo. No mundo de fantasia no qual Westeros se situa, a civilização acabou de abandonar o nível de caçadores-coletores, como na vida real. Muitas culturas diferentes têm suas próprias teorias sobre como o mundo começou e como a raça humana evoluiu, geralmente ligadas à religião que praticam. Mesmo as "tradições culturais" e histórias orais mais simples têm muito a dizer sobre o assunto, mas nenhuma prova concreta. Algumas dessas tradições orais são conhecidas por serem claramente imprecisas: os dothraki acreditam que os primeiros homens surgiram há mil anos, quando mesmo as histórias escritas de outras civilizações contínuas remontam a cinco ou seis mil anos.

As histórias escritas mais recentes remontam a cerca de 6 000 anos, quando os ândalos introduziram a escrita pela primeira vez em Westeros. Os Primeiros Homens não tinham nenhum sistema de escrita mais avançado que runas para marcar túmulos, e desta forma toda a história antes de seis mil anos atrás baseia-se na tradição oral. Muitos dos eventos anteriores a isso em Westeros, durante a Era dos Heróis, são semilendários, e alguns dos contos mais fantasiosos desses tempos provavelmente têm pouca base na realidade. Ainda, todas as lendas e histórias podem ter um pouco de verdade por trás delas. Histórias escritas em Essos sobre as grandes civilizações de Valíria e Ghis também remontam a aproximadamente seis mil anos. Mesmo assim, ela é quase duas vezes mais comprida que a história escrita contínua que existe no nosso mundo, igualando-se apenas se nossa história escrita se estendesse até a construção do primeiro zigurate na antiga Suméria. A tradição oral remonta ao dobro desse tempo.

Uma questão importante, ressaltada pelo autor George R.R. Martin, é que, como costuma-se dizer, a história tende a ser escrita pelos vencedores. Assim como na vida real, os habitantes de Westeros não possuem um registro histórico objetivo. A história tende a ser mais precisa conforme se aproxima do presente, muito embora fábulas e mitos não sejam incluídos. Todos os livros de história expõem os preconceitos de seus autores até certo ponto. As histórias escritas mais antigas em Westeros foram registradas pelos invasores ândalos, que se retratavam de uma forma positiva conforme matavam ou conquistavam os Primeiros Homens do sul. Os nortenhos, descendentes dos Primeiros Homens que nunca foram conquistados pelos ândalos, têm uma visão decididamente negativa sobre as invasões ândalas.

O sistema de datação é baseado no primeiro desembarque de Aegon, o Conquistador, em Westeros, que deu início à Conquista Targaryen. Logo, todos os eventos são datados como A.C. (antes da Conquista) ou D.C. (depois da Conquista).

Era da Aurora

Artigo principal: Era da Aurora
Children of the Forest

Os Filhos da Floresta habitavam Westeros muito antes dos humanos chegarem ao continente.

AlphaStark

Os Primeiros Homens batalham com os Filhos da Floresta.

ThePact

Os Primeiros Homens e os Filhos dão as mãos em sinal de paz, após o Pacto dar fim às suas guerras seculares.

  • Pré-história: Westeros é habitado por raças não humanas: os Filhos da Floresta, uma espécie diminuta de videntes verdes e dançarinos das florestas, e os gigantes. Os Filhos da Floresta adoravam deuses na natureza e acredita-se que eles esculpiram os rostos dos represeiros.[1]
  • c. 12 000 A.C.: Um grupo étnico humano, os Primeiros Homens, invade Westeros através do Braço de Dorne, portando armas de bronze. Os Filhos da Floresta destroem o Braço com magia, criando o arquipélago conhecido como Passopedra, mas os Primeiros Homens conseguem reforços com navios. Uma batalha feroz pelo controle de Westeros começa.[1] Eventualmente os Filhos da Floresta invocaram o martelo das águas para dividir Westeros em dois, mas conseguiram apenas inundar o Gargalo e transformar seus campos em pântanos e brejos.[2]
  • c. 10 000 A.C. — Celebração do Pacto. Após anos de guerra, os dois lados consentem uma trégua, celebrando o Pacto na Ilha das Caras. Os Primeiros Homens assumem o controle dos campos abertos e os Filhos passam a controlar os interiores florestais. Com o tempo, os Primeiros Homens adotam o culto dos Deuses Antigos da Floresta. A celebração do Pacto marcou o fim da Era da Aurora e o início da Era dos Heróis.[1]
  • Os Primeiros Homens que se instalam nas Ilhas de Ferro, separadas do continente, desenvolvem sua própria e única cultura, baseada em navegações marítimas e em invasões. Eles passam a ser conhecidos como nascidos do ferro e, ao contrário de seus primos do continente, desenvolvem sua própria religião local adorando uma divindade conhecida como Deus Afogado.
  • Os Primeiros Homens que se instalam no Gargalo ramificam-se para formar sua própria e única cultura, sendo conhecidos como cranogmanos. Eles ainda adoram os Deuses Antigos, como seus vizinhos, mas sua sociedade se adaptou ao clima pantanoso de seu território.

Era dos Heróis

Artigo principal: Era dos Heróis
TheLongNightRaisingTheDead

Os mortos se erguem como criaturas.

TheLongNightVictory

Os Primeiros Homens devolvem os Caminhantes Brancos ao extremo norte

The Wall

A Muralha foi construída para impedir qualquer retorno dos Caminhantes Brancos.

  • c. 8 000 A.C. — Longa Noite: Um grande inverno que dura uma geração cai sobre Westeros, seguido por uma noite que se prolonga por anos. A coberto da escuridão, os Caminhantes Brancos invadem Westeros dos confins do norte, causando imenso sofrimento e destruição. Na guerra pela alvorada, os Filhos e os Primeiros Homens se uniram para derrotar os Caminhantes, eventualmente devolvendo-os ao norte. Na tradição oriental, eles são liderados por um grande herói, um guerreiro chamado Azor Ahai que empunha uma espada de fogo chamada de Luminífera, mas os relatos westerosi não o mencionam. Um grande líder chamado Brandon Stark ergue a Muralha com artifícios e mágica para impedir o retorno dos Caminhantes. Ele também constrói o castelo de Winterfell, funda a Casa Stark e a Patrulha da Noite e, de acordo com alguns, torna-se o primeiro Rei do Norte. Apesar da vitória, os Filhos da Floresta sofreram grandes perdas na guerra e começam a desaparecer de Westeros.[1]
  • O Fortenoite é o primeiro castelo construído na Muralha, e permanece como sede da Patrulha da Noite por quase seis mil anos. Outros dezoito castelos são posteriormente construídos ao longo da Muralha, às vezes com séculos de diferença.
  • As tribos dos Primeiros Homens que tiveram o azar de viver ao norte da Muralha durante sua construção ficam presos nas terras além dela. Eles ficam isolados dos reinos em desenvolvimento ao sul e eventualmente se hostilizaram contra eles, apesar de compartilharem a origem étnica. Essas tribos se chamam de "Povo Livre", embora os reinos ao sul da Muralha os considerem bárbaros e chamem-nos de "selvagens". Apesar de suas diferenças, o Povo Livre continua a seguir a mesma religião dos Deuses Antigos, assim como seus vizinhos.[3]
NightsKingQueen

O Rei da Noite e a Rainha da Noite escravizaram os irmãos negros e realizaram sacrifícios humanos.

  • Um dos primeiros Senhores Comandantes da Patrulha da Noite é, de acordo com as lendas, seduzido por uma mulher de pele esbranquiçada de além da Muralha. Ele se impõe como rei da Muralha e da Patrulha da Noite, e conduz sacrifícios humanos. O Rei do Norte, bem como o Rei-Para-Lá-da-Muralha, Joramun, unem-se para derrotá-lo e restabelecer a Patrulha da Noite. Posteriormente, ordenam que o nome desse Senhor Comandante seja expurgado da história, então as histórias lembram dele somente como "Rei da Noite".[4]
  • A um dado momento nesses séculos, de acordo com as lendas, um rei do sul visitou a Muralha mas proferiu grandes ofensas ao cozinheiro do Fortenoite. Como vingança, o cozinheiro matou o filho do rei e lhe serviu sua carne em uma torta. A lenda diz que os deuses amaldiçoaram o cozinheiro ao transformá-lo em uma grande ratazana que come sua própria ninhada, e ele é lembrado como o Cozinheiro Ratazana. Gerações posteriores lembrariam dessa lenda como um infame exemplo de violação do direito de hóspede, um crime que os deuses não podem perdoar.[5]
  • Lann, o Esperto, engana a Casa Casterly, expulsando-os de Rochedo Casterly e de suas ricas minas de ouro usando nada mais que sua inteligência, e torna-se o fundador da Casa Lannister.[6]
  • Durran Desgosto-Divino constrói a fortaleza impenetrável de Ponta Tempestade, fundando a Casa Durrandon (ancestrais por parte feminina da Casa Baratheon).[6]
Bolton-bends-the-knee

Rei Rogar Bolton dobra o joelho perante os Stark de Winterfell, sendo o ponto culminante da consolidação dos Stark como reis do Norte.

  • c. 8 000 – 6 000 A.C.: Durante a Era dos Heróis, a Casa Stark de Winterfell gradualmente estabelece cada vez mais controle sobre o resto do Norte e com o tempo reivindica o título de Rei do Norte. Outras casas nortenhas unem-se a eles voluntariamente, como os guerreiros da Casa Umber. Outro Stark retomou a Ilha dos Ursos em uma luta contra os nascidos do ferro e a deu para a Casa Mormont governar. Outro rei Stark guerreou contra o Rei do Pântano dos cranogmanos, e após sua derrota casou-se com a filha do Rei do Pântano para consolidar a anexação do Gargalo ao Norte. Os grandes rivais dos Stark eram a segunda casa mais poderosa no Norte, a Casa Bolton. Os reis Stark e Bolton disputaram entre si durante séculos de guerras sangrentas, e os Bolton só foram forçados a se submeterem aos Stark há 6.000 anos — logo quando os ândalos começaram a invadir Westeros.

Invasão Ândala

Artigo principal: Invasão Ândala
AndalsCrossTheNarrowSea

Os ândalos atravessaram o Mar Estreito para invadir Westeros.

S04E8 - Moat Cailin - distant view

A fortaleza Fosso Cailin domina a única estrada nos pântanos do Gargalo — o ponto de obstrução perfeito para bloquear as invasões ândalas ao Norte.

AndalsRepulsedFromTheNorth

Os ândalos são repelidos pelos Reis do Norte.

  • c. 6 000 A.C.: Uma raça de homens de Essos, os ândalos, atravessa o Mar Estreito em numerosos navios e desembarca no Vale. Sob o estandarte da Fé dos Sete, montando cavalos e empunhando armas de ferro, eles invadem e conquistam toda Westeros ao sul do Gargalo. Em uma migração que dura vários séculos, eles se espalham do Vale para invadir o resto do continente. Suas tentativas de invadir o Norte são frustradas pelas defesas naturais da região, isto é, os pântanos do Gargalo e a formidável fortaleza de Fosso Cailin. Deste modo, eles eventualmente fazem as pazes com os Reis do Norte (da Casa Stark). Um monte instável de pequenos reinos se forma no sul de Westeros. Os ândalos matam os poucos Filhos da Floresta restantes conforme os encontram, e os sobreviventes desaparecem.
    • A família ândala da Casa Arryn passa a governar o Vale, ao ponto de a região ser conhecida como o "Vale de Arryn". Os Primeiros Homens que viviam no Vale são praticamente exterminados, exceto aqueles que se refugiaram nas Montanhas da Lua, onde vivem uma vida dura como as tribos das montanhas.
    • Em outras partes do sul de Westeros, as elites locais de Primeiros Homens no poder eventualmente casaram com os invasores ândalos, em vez de combatê-los até a extinção como ocorreu no Vale de Arryn. Entre elas estão a Casa Lannister, Casa Tully, Casa Gardener (ancestrais da Casa Tyrell) e Casa Durrandon (ancestrais da Casa Baratheon).
  • c. 4 000 A.C.: Nesta altura os ândalos fazem sua última conquista, dominando as Ilhas de Ferro que estão separadas do continente. Embora etnicamente similares aos Primeiros Homens do continente, os ilhéus haviam divergido em uma cultura própria e separada, sendo conhecidos como nascidos do ferro. Embora os ândalos tenham conquistado as ilhas, eles simplesmente se integraram à cultura local, chegando até a se converter a religião local do Deus Afogado. Logo, os nascidos do ferro dos séculos seguintes possuem a mesma mistura étnica de Primeiros Homens/ândalos do resto de Westeros e falam o mesmo idioma, mas sua cultura não foi afetada drasticamente pelas invasões ândalas além disso.

Ascensão e queda de Valíria

Artigo principal: Cidade Franca de Valíria
Ghiscari Empire at its height

O antigo Império Ghiscari em seu apogeu, uma das civilizações mais antigas no mundo, construída à custa de incontáveis escravos.

Fall of Old Ghis

Velha Ghis foi destruída por fogo de dragão, conforme os valirianos conquistavam o leste de Essos.

Dragonlord

Os senhores de dragões de Valíria derrotaram as cidades-estados roinares durante as Guerras Roinares, conquistando o oeste de Essos.

Valyria

Em seu apogeu, Valíria era uma cidade de maravilhas — capital do império que governou metade do mundo conhecido, de Pentos a Meereen.

  • c. 8 000 A.C.: No continente oriental de Essos, o antigo Império Ghiscari floresce na costa leste da Baía dos Escravos, sendo uma das mais antigas — se não a mais antiga — grandes civilizações no mundo. O Império Ghiscari foi construído sobre a escravidão em grande escala de povos conquistados, que trabalharam para construir as grandes pirâmides de Velha Ghis e suas colônias.
  • c. 6 000 A.C.: No lado ocidental da Baía dos Escravos, uma raça de pastores pacíficos encontra dragões escondidos nos Quatorze Fogos, uma imensa cadeia de vulcões que se estende pela Península Valiriana. Os valirianos domam os dragões com magia e começam a expandir sua influência no resto de Essos.
  • c. 6 000 – 5 000 A.C. — As Guerras Ghiscari: Inevitavelmente, a crescente Cidade Franca de Valíria entra em conflito com o Império Ghiscari sobre qual superpotência dominará o continente. Eles travam uma série de cinco grandes guerras, terminando com a derrota dos ghiscari. Velha Ghis é queimada em cinzas com fogo de dragão e nunca é reconstruída. A Cidade Franca de Valíria incorpora todos os antigos territórios ghiscari a leste, incluindo todas as cidades-colônias da Baía dos Escravos (como Astapor, Yunkai e Meereen).[1]
  • c. 700 A.C. — As Guerras Roinares: A Cidade Franca de Valíria começa a colonizar a região das atuais Cidades Livres. Sua expansão os leva a um conflito com os habitantes nativos da região vizinha ao Rio Roine. Nymeria, a rainha-guerreira dos roinares, percebe que eles não podem resistir contra dragões e foge com seu povo para Dorne, no sul de Westeros. Lá, Nymeria casa-se com o Lorde Mors Martell e ajuda a Casa Martell a conquistar o resto de Dorne, conseguindo unificar a região como um só reino.[1]
  • c. 500 A.C.: Escravos revoltados assumem a frota valiriana na qual estavam sendo transportados, e usam os navios para fugir das áreas de controle valiriano no centro de Essos até a região nordeste do continente. Lá, eles encontram uma lagoa secreta protegida por montanhas e canais de difícil acesso, onde fundam a Cidade Secreta de Bravos.
  • c. 200 A.C.: Os valirianos anexam Pedra do Dragão, uma ilha no Mar Estreito à costa leste de Westeros. A família Targaryen assume o controle da ilha, que é usada como entreposto comercial com os Sete Reinos. De acordo com a lenda, Aenar Targaryen teve uma visão de uma catástrofe iminente e conseguiu retirar sua família da Cidade Franca.[1]
Doom

Imensas erupções vulcânicas destruíram Valíria em um único dia.

Valyria 5x05 (4)

Quatro séculos após "a Perdição", a Antiga Valíria ainda é uma ruína fumegante.

  • c. 100 A.C. — a Perdição de Valíria: As Quatorze Chamas irrompem em uma expulsão titânica que oblitera o coração da Cidade Franca de Valíria. A maior parte dos dragões valirianos, que usavam os vulcões como covis, é completamente aniquilada. A cidade de Valíria é parcialmente enterrada sob uma grande quantidade de cinzas. A Península Valiriana quebra e se parte. Uma grande parte da mesma é separada do continente, áreas baixas são inundadas e várias ilhas oceânicas se formam. As águas ao redor de Valíria permanecem venenosas até hoje.[1]
Century of Blood Qohor

Com Valíria destruída, seu império se desintegrou em guerras civis caóticas: o Século de Sangue.

  • c. 100 A.C. – c. 2 D.C. — o Século de Sangue: Após a Perdição, as remotas cidades-colônias de Valíria começam a se separar e afirmar sua independência, tornando-se as nove Cidades Livres. Os cem anos seguintes são de guerras quase constantes entre elas. Pior: sem os dragões valirianos para mantê-los sob controle, os bandos montados de dothraki saem das planícies centrais de Essos para varrer a maior parte do continente, em sua primeira grande onda de pilhagem. Durante algum tempo, os dothraki saqueiam cidades à vontade, até que seus ataques são finalmente controlados na Batalha de Qohor. Invasões continuam acontecendo depois disso, mas nunca na mesma escala. A leste, as cidades ghiscari da Baía dos Escravos também reafirmam sua independência. Ao final desse período, Volantis adquire força suficiente para tentar conquistar e unir todas as outras Cidades Livres, mas acaba sendo derrotada. Posteriormente, as Cidades Livres estabelecem padrões políticos mais estáveis, enquanto Aegon Targaryen começa a unir os Sete Reinos de Westeros.

Westeros: a era dos cem reinos

Artigo principal: Westeros
Regions of Westeros

Territórios e seus governantes:
o Norte, da Casa Stark (branco); o Vale de Arryn, da Casa Arryn (cinza escuro); as Terras Fluviais, da Casa Tully (azul escuro); as Ilhas de Ferro, da Casa Greyjoy (amarelo); as Terras Ocidentais, da Casa Lannister (vermelho); as Terras da Coroa, da Casa Targaryen (marrom); a Campina, da Casa Tyrell (verde); as Terras da Tempestade, da Casa Baratheon (amarelo); e Dorne, da Casa Martell (laranja). Além disso, as regiões Para Lá da Muralha (azul claro) e a Muralha (preto) ao norte.

Nymeria Ten Thousand Ships

Nymeria lidera a frota de refugiados roinares atravessando o Mar Estreito até Dorne.

Nymeria and Mors Martell

Nymeria e seus roinares se une com o governante local, Mors Martell, para conquistar e unificar Dorne pela primeira vez.

DornishMarches

Endêmicas guerras de fronteiras entre os dorneses, a Campina e as Terras da Tempestade nas Marcas de Dorne.

The-Twins-under-construction

O fundador da Casa Frey supervisiona a construção das Gêmeas.

Men-of-House-Mudd

Os Reis da Tempestade conquistaram os antigos Reis dos Rios, e retiveram as Terras Fluviais por três séculos.

  • c. 6 000 – 700 A.C.: Ao longo dos séculos seguintes à Invasão Ândala, centenas de pequenos reinos são formados por toda Westeros, eventualmente se agregando em vários domínios grandes e mais poderosos, e, por fim, sete imensos reinos.
  • c. 6 000 – 4 000 A.C.: Os nascidos do ferro entram em sua primeira grande era de expansão sob a Casa Hoare, conquistando grande parte da costa oeste de Westeros. Suas posses vão desde a Ilha dos Ursos no extremo norte até a Árvore no extremo sul, além de muitos territórios costeiros. Eles chegam a penetrar até o interior de Solar de Corvarbor nas Terras Fluviais, mas seu domínio se concentra principalmente nas costas. Com o passar do tempo, porém, conforme grandes reinos se centralizam e adquirem mais poder no continente, como os Stark de Winterfell e os Gardener de Jardim de Cima, eles gradualmente expulsam os nascidos do ferro, até que os mesmos fossem forçados a voltar às Ilhas de Ferro.
  • c. 4 000 A.C.: os ândalos finalmente conquistam as Ilhas de Ferro, muito depois do resto do continente de Westeros devido a sua localização isolada. Entretanto, os poucos ândalos que invadiram as Ilhas de Ferro basicamente "se tornam nativos" e se aculturam à distinta cultura dos nascidos do ferro, chegando até a abandonar a Fé dos Sete para se converter ao culto do Deus Afogado. Antigas famílias dos nascidos do ferro, como a Casa Hoare e a Casa Greyjoy, casam-se com os invasores ândalos (assim como os Lannister, Gardener e Tully fizeram no continente). O impacto cultural da Invasão Ândala, portanto, foi relativamente menor nas Ilhas de Ferro.
  • c. 2 000 – 700 A.C.: Os "Sete Reinos", como passaram a ser conhecidos, evoluem dos pequenos reinos anteriores durante esse período, conforme absorvem seus rivais vizinhos. Diz-se que esse processo teve um fim definitivo, aproximadamente, entre mil anos antes da Conquista Targaryen até mil anos antes da Guerra dos Cinco Reis (variando por região). Os reis Stark expulsaram piratas da foz da Faca Branca e, para se defender contra outras possíveis incursões, fundaram o assentamento que viria a se tornar o Porto Branco, único grande porto do Norte.
  • c. 700 A.C.: os roinares migram para Dorne, depois de serem afastados do Rio Roine em Essos pelos valirianos. A Casa Martell casa-se com os roinares liderados pela Princesa Nymeria e, com seus soldados extras, conquistam o resto de Dorne, unificando a região inteira pela primeira vez. A Casa Manderly é exilada da Campina, mas ganham um porto seguro no Norte, onde a Casa Stark lhes presenteia com o domínio sobre o Porto Branco. A Casa Bolton finalmente é subjugada pelos Stark no Norte. As Marca de Dorne nas Montanhas Vermelhas permanecem como já eram há séculos — uma fronteira disputada em guerras endêmicas entre a Campina, as Terras da Tempestade e Dorne.
  • c. 400 A.C.: a Casa Bolton se rebela novamente contra a Casa Stark, mas é subjugada outra vez. Devido a suas ações ao reprimir a rebelião Bolton, o filho mais novo do Rei do Norte, Karlon Stark, é recompensado com terras confiscadas ao norte das antigas posses dos Bolton, fundando uma ramificação da Casa Stark. Com o passar das gerações, a fortaleza de Karl fica conhecida como "Karhold", e sua família passa a ser chamada de Casa Karstark.
  • c. 360 A.C.: as Terras da Tempestade invadem e conquistam as Terras Fluviais, sob a liderança dos Reis da Tempestade da Casa Durrandon. Isso reduz o número de reinos para sete: o Reino do Norte, o Reino das Montanhas e do Vale, o Reino das Ilhas de Ferro, o Reino do Rochedo, o Reino da Campina, o Reino da Tempestade e o Principado de Dorne.
  • c. 300 A.C.: a Casa Frey começa a construção de uma imensa ponte e de um complexo de castelo através do Ramo Verde do Tridente, que vêm a se transformar nas Gêmeas. Os Frey rapidamente acumulam uma grande riqueza dos pedágios da ponte e ascendem para se tonar uma das famílias nobres mais importantes das Terras Fluviais, embora sejam menosprezados por outras famílias antigas como arrivistas.
  • c. 200 A.C.: a Casa Targaryen, uma das famílias aristocráticas da Cidade Franca de Valíria, instala-se na ilha de Pedra do Dragão, à Baía da Água Negra, para firmar um entreposto de comércio valiriano.
Dragonstone (day)

Os Targaryen se mudaram para Pedra do Dragão pouco antes da Perdição de Valíria, junto dos únicos dragões sobreviventes do mundo.

  • c. 100 A.C.: os Targaryen deslocam sua família e casa inteira para a ilha de Pedra do Dragão (localizada na costa leste de Westeros, na Baía da Água Negra), convencidos por uma profecia de que a destruição de Valíria está iminente. Isso é provado verdade quando a Perdição de Valíria ocorre apenas alguns anos depois — deixando os Targaryen de Pedra do Dragão com os únicos dragões sobreviventes do mundo. Os Targaryen e suas casas vassalas nas outras ilhas da Baía da Água Negra permanecem alheios aos assuntos exteriores e lentamente constroem sua força.
HarrenhalPreConquest

Harrenhal, a maior fortaleza de toda Westeros, construída para assegurar o controle dos nascidos do ferro nas Terras Fluviais.

  • c. 60 A.C.: cerca de três gerações antes da chegada de Aegon, as Ilhas de Ferro entram em sua segunda grande era de expansão, conquistando o território das Terras Fluviais até as Terras da Tempestade. Ao contrário de sua primeira era de expansão, na qual conquistaram territórios costeiros em Westeros, essa tem o foco em conquistar especificamente as Terras Fluviais, penetrando no interior do continente. Os nascidos do ferro retêm tudo entre a Água Negra, a sul, até o Gargalo, a norte, e da costa oeste à costa leste. A invasão é liderada pelo Rei Harwyn da Casa Hoare, e as Ilhas de Ferro continuam governando as Terras Fluviais até a época de seu neto, Harren Hoare, também conhecido como Harren, o Negro. Querendo demonstrar sua riqueza e poder, o Rei Harren passa anos utilizando vastos recursos para construir um castelo muito mais imenso e formidável que qualquer outro em Westeros: Harrenhal, uma fortaleza inexpugnável a ataques terrestres. Os habitantes escravizados das Terras Fluviais são forçados a trabalhar arduamente na construção do castelo, para construir o instrumento de sua própria dominação. Ironicamente, a construção do castelo de Harrenhal é concluída no mesmo dia em que os Targaryen e seus dragões chegam à costa leste de Westeros para começar sua conquista.

A Conquista Targaryen

Artigo principal: Guerra da Conquista
Aegon and sisters

Aegon Targaryen e suas irmãs, Rhaenys e Visenya, em Pedra do Dragão.

Burning of Harrenhal

No evento conhecido como a queima de Harrenhal, Aegon Targaryen sobrevoa Harrenhal com seu dragão, Balerion, queimando o castelo e matando toda a família de Harren Hoare.

Orys vs Argilac

Orys Baratheon duela até a morte com Argilac Durrandon durante a Última Tempestade, conquistando as Terras da Tempestade para os Targaryen.

Field of fire

O Campo de Fogo foi a batalha culminante da Conquista Targaryen, a única na qual os três dragões foram soltos de uma só vez.

Harlen Tyrell surrender to Aegon the Conqueror

Com a linhagem da Casa Gardener extinta, os Targaryen elevaram seus primos da Casa Tyrell como novos governantes da Campina, sob seu comando.

  • 2 A.C. – 1 D.C.: apesar de apelos para que intervisse nas Cidades Livres, Aegon Targaryen, o líder da Casa Targaryen, decide invadir Westeros junto de suas esposas-irmãs, Rhaenys e Visenya.
  • Com apenas um pequeno número de soldados, seu exército chega à foz da Torrente da Água Negra. Em uma alta colina com vista para a baía, ele constrói um reduto de madeira no local onde hoje fica a Fortaleza Vermelha. Depois, Aegon começa sua campanha militar usando apenas os únicos três dragões conhecidos que sobreviveram à Perdição de Valíria: Balerion (montado por Aegon), Meraxes (montada por Rhaenys) e Vhagar (montada por Visenya).
  • Enquanto Aegon marcha a oeste, os homens das Terras Fluviais, liderados por Edmyn Tully de Correrrio, revoltam-se contra os opressores nascidos do ferro e marcham para se unir a seu exército contra eles. O Rei Harren, o Negro, é posto a cerco em Harrenhal, mas quando se recusa a se render, Aegon voa com Balerion sobre os muros e começa a queimar o castelo inteiro. Harren e todos os seus filhos são assados vivos em sua própria torre, extinguindo a Casa Hoare. Os nascidos do ferro restantes fogem de volta para as Ilhas de Ferro. Aegon recompensa a Casa Tully ao torná-los suseranos das Terras Fluviais, e posteriormente permite que os nascidos do ferro escolham uma de suas principais famílias para governar as ilhas sob domínio Targaryen — a Casa Greyjoy de Pyke.
  • O meio-irmão bastardo de Aegon, Orys Baratheon, marcha ao sul para invadir as Terras da Tempestade, junto de Rhaenys e Meraxes. Durante a batalha da Última Tempestade, Orys enfrenta o último Rei da Tempestade, Argilac, o Arrogante, e o mata em um combate individual. Após sua vitória, Orys se apodera de Ponta Tempestade, o castelo de Argilac, juntamente com sua filha, que ele toma como esposa. Aegon recompensa Orys ao nomeá-lo suserano das Terras Fluviais e permitir que ele funde a Casa Baratheon.
  • O exército Targaryen se recombina e, em seguida, marcha até o sul para enfrentar as forças unidas do Rei Mern IX Garderner da Campina e do Rei Loren Lannister do Rochedo na batalha culimante da Conquista, que passa a ser conhecida como o Campo de Fogo. Todos os três dragões são soltos na mesma batalha pela primeira e única vez, e mais de 4 000 homens são queimados vivos pelos dragões. A Casa Gardener é extinta e Aegon nomeia os intendentes de Jardim de Cima como suseranos da Campina: a Casa Tyrell, uma ramificação da Casa Gardener. O Rei Loren se rende perante Aegon, que o nomeia suserano das Terras Ocidentais e permite que a Casa Lannister continue a governá-las.
  • Aegon avança até Vilavelha, localização da sede da Fé dos Sete. Por fim, o Alto Septão decide receber Aegon na cidade, e formalmente abençoa seu reinado. Aegon decide datar os anos de seu reinado a partir do dia em que o Alto Septão o reconheceu, formando a base do novo sistema de calendário usado em Westeros pelos próximos três séculos.
The King who Knelt

O Rei Torrhen Stark se ajoelha pacificamente perante os Targaryen.

Visenya takes the Eyrie

Visenya sobrevoa as montanhas com seu dragão Vhagar, fazendo os Arryn do Ninho da Águia se renderem.

Dorne resists the Targaryen Conquest

Dorne, governada pela Casa Martell, foi o único dos Sete Reinos a resistir aos Targaryen com êxito — recorrendo a um combate de guerrilha.

Iron throne

O Trono de Ferro, forjado com as espadas dos inimigos derrotados de Aegon, o Conquistador.

  • Após finalmente reunir seus vassalos amplamente espalhados, o Rei Torrhen Stark do Norte chega no sul. Porém, ao ver o poder dos dragões após o Campo de Fogo e o agora imenso exército de recrutas dos Targaryen, ele percebe que toda a chance de vitória está perdida. Torrhen escolhe se render sem batalha, e em retorno Aegon permite que os Stark continuem a governar o Norte sob os Targaryen.
  • Depois do Campo de Fogo, os membros da Casa Arryn pensaram que poderiam se esconder atrás das montanhas do Vale, mas Visenya simplesmente sobrevoou as montanhas com Vhagar até o Ninho da Águia, e aceitou sua rendição sem derramamento de sangue.
  • A tentativa de Aegon de conquistar Dorne é frustrada pela recusa dornesa de batalhar em campo aberto, preferindo uma guerra de guerrilha. Aegon decide permitir que Dorne e a Casa Martell permaneçam independentes por ora, para focar em reinar sobre suas outras conquistas recentes.[1]
  • Aegon retorna ao local onde seu exército desembarcou na foz do Rio da Água Negra, e começa a construção de uma grande e nova capital para seu reino unificado: Porto Real. Ele conquista territórios de reinos vizinhos para formar as Terras da Coroa, governadas diretamente pelos Targaryen para sustentar a cidade. Aegon junta as espadas de seus inimigos derrotados e usa o fogo de seu dragão Balerion para forjá-las no Trono de Ferro, assento dos governantes do novo reino unificado.
    • Nomear o calendário como "depois do Desembarque de Aegon" é um termo errôneo por natureza, já que o próprio Aegon I começou a contar os anos de seu reinado a partir do final de sua conquista, quando ele entrou em Vilavelha e foi abençoado pelo Alto Septão, o que ocorreu dois anos após Aegon e seu exército chegarem na foz da Torrente da Água Negra.
    • Aparentemente, a diferença inerente na nomeação do calendário como "depois do Desembarque" tornou-se, dentro dos livros, um incômodo para os meistres da Cidadela. Em livros mais recentes, como o conto prequela A Princesa e a Rainha, George R.R. Martin apresenta diversos meistres que o substituíram pelo termo "depois da Conquista", abreviado como "D.C.". Esse não é um novo sistema de calendário, mas apenas uma atualização no nome do sistema existente para refletir os eventos históricos de forma mais precisa. A data "130 depois da Conquista" não é a mesma que "130 depois do Desembarque". Dito isso, os poucos documentos escritos vistos em cena durante as primeiras temporadas da série de TV usaram a notação antiga de "depois do Desembarque".
    • Em alguns aspectos, isso reflete as tentativas modernas de atualizar o sistema Anno Domini do calendário gregoriano. O sistema de a.C./d.C. só foi desenvolvido pelo monge medieval Dionísio, o Exíguo, cerca de quinhentos anos após Jesus ter sido crucificado, retroativamente montando datas antigas baseadas no reinado individual de governantes ou em quem era cônsul em Roma na época, o que, por fim, produziu diversos erros. Estudiosos modernos geralmente concordam que Jesus provavelmente nasceu próximo ao ano 6 a.C. do que ao ano 1 a.C. (não há ano zero). Em vez de passar pelo caos administrativo de corrigir todas as datas registradas, foram realizadas tentativas de introduzir um nome alternativo para o sistema: "Era Comum" (EC) substitui "depois de Cristo" (d.C.) e "Antes da Era Comum" (AEC) substitui "antes de Cristo" (a.C.). Os nomes alternativos (além de serem religiosamente neutros) são mais precisos, já que o próprio sistema de Anno Domini não provê uma contagem precisa da data de nascimento verdadeira de Jesus.
    • Assim como o sistema de Anno Domini, o calendário de "depois do Desembarque" ou "depois da Conquista" não tem um ano zero. Ele usa como ponto inicial a coroação de Aegon pelo Alto Septão em Vilavelha. No instante em que o Alto Septão pôs a coroa sobre a cabeça de Aegon, o ano "1 A.C." mudou para "1 D.C." (o primeiro ano inteiro após a Conquista foi 1 D.C., e o dia depois da coroação foi o primeiro do ano 1 D.C., mesmo que um ano inteiro não tivesse decorrido).

O reinado da Dinastia Targaryen

Red Keep

Aegon I começou a construção da Fortaleza Vermelha, mas ela não foi concluída até o reinado do seu segundo filho, Maegor.

  • 1–37 D.C.: Aegon I teve dois filhos: o mais velho, Aenys, com sua esposa-irmã Rhaenys, e o mais novo, Maegor, com sua esposa-irmã Visenya. A construção continua em Porto Real. Começa a edificação do grande e novo castelo real, a Fortaleza Vermelha, mas Aegon vive apenas até suas fundações serem colocadas.

Os filhos do Dragão e o levante da Fé Militante

Artigo principal: Levante da Fé Militante
HL5 Maegor trial of seven victorious 1

Maegor Targaryen, que ganhou o nome de "Maegor, o Cruel", travou uma guerra sangrenta contra a Fé Militante.

  • 37–48 D.C.: Após a morte de Aegon I, seu filho Aenys, nascido de incesto, assume o trono. Aenys é fraco e indeciso, e não consegue lidar adequadamente com as várias rebeliões localizadas que surgem, levando-o a nomear seu meio-irmão Maegor como Mão do Rei e dá-lo autoridade para lidar com as crises.
  • Eventualmente a Fé dos Sete, enojada com as práticas incestuosas dos Targaryen, rejeita a legitimidade do governo de Aenys e a Fé Militante lidera um levante popular contra os Targaryen. A saúde de Aenys acaba enfraquecendo pelo estresse e ele morre em Pedra do Dragão, tendo reinado por apenas cinco anos.
  • Maegor usurpa o trono à frente dos filhos de Aenys, e lidera um contra-ataque sangrento e feroz contra a Fé Militante, resultando na morte de milhares em batalha e com fogo de dragão. A carnificina do levante da Fé Militante continua por todo o reinado de Maegor.
  • Maegor conclui a construção da Fortaleza Vermelha.
  • Eventualmente, as táticas brutais de Maegor afastam todos os seus aliados, levando a uma revolta popular definitiva contra ele. Maegor é encontrado morto no Trono de Ferro, tendo aparentemente se suicidado para não ter de enfrentar os rebeldes vitoriosos.

A era de ouro Targaryen

The Nightfort

O primeiro castelo da Muralha, Fortenoite, foi abandonado devido aos números reduzidos da Patrulha da Noite.

  • 48 D.C.: o filho de Aenys, Jaehaerys I, torna-se rei. Jaehaerys declara uma trégua e aceita acabar com a carnificina em troca da dissolução e aceitação (mas não da aprovação) das práticas Targaryen de casamentos incestuosos. Eles concordam, e a Fé e o Trono se reconciliam. Jaehaerys I passa a ser conhecido como "o Conciliador" por sua habilidade de resolver crises sem precisar recorrer à violência. Jaehaerys continua seu reinado por mais de 50 anos, o que também lhe rende o título de "o Velho Rei".
  • Durante o reinado de Jaehaerys I, a Patrulha da Noite declinou ao ponto de não poder ocupar um castelo tão grande quanto o Fortenoite, que tinha entrado em degradação. A Patrulha oficialmente abandona o Fortenoite, e muda sua sede para mais a leste da Muralha, em Castelo Negro.
  • 103–129 D.C.: com a morte de Jaehaerys I, depois de um imbatível 55º ano de reinado, ele é sucedido por seu neto, Rei Viserys I Targaryen. O próprio Viserys I governa por outras quase três décadas — somando com o governo de seu avô, houve uma era de ouro e prosperidade de 80 anos para a dinastia Targaryen e Westeros (salvo conflitos ocasionais com piratas em Passopedra etc.). As relações com Dorne, ainda independente, são pacíficas, e sob a liderança de Jaehaerys I até amigáveis.

A Dança dos Dragões

Artigo principal: Dança dos Dragões
Dance Over Harrenhal

Os Targaryen e seus dragões lutaram entre si durante a grande guerra civil conhecida como Dança dos Dragões.

Dragon Skull

Todos os dragões Targaryen morreram durante e após a Dança, extinguindo a espécie.

  • 129–131 D.C.: a Dança dos Dragões, a primeira grande guerra civil na história dos Sete Reinos unificados. Após a morte do Rei Viserys I Targaryen, o Senhor Comandante da Guarda Real, Sor Criston Cole, nomeia rei o filho de Viserys, Aegon II, apesar da ordem de Viserys de que a coroa fosse passada para sua filha mais velha, Rhaenyra. A guerra decorrente põe irmãos e dragões uns contra os outros. Aegon II eventualmente captura Rhaenyra e deixa-a ser comida por seu dragão, mas a guerra continua no nome do filho dela, Aegon III. A morte de Aegon II soluciona a guerra, desde que Aegon III é o único herdeiro de ambos os combatentes. O conflito é dispendioso, e Westeros leva uma geração inteira para se recuperar da guerra civil.
  • A maior parte dos dragões Targaryen foram mortos durante a guerra, e os sobreviventes foram tão poucos que eles não puderam manter uma população reprodutora estável. O último dragão Targaryen sobrevivente, uma criatura raquítica e doente, morre durante o reinado de Aegon III, rendendo-lhe o apelido de "Desgraça dos Dragões".

A Conquista de Dorne

Artigo principal: Conquista de Dorne
Daeron's death

O Rei Daeron I liderou a conquista de Dorne, embora só tenha mantido a região por 4 anos antes de ser assassinado em uma insurgência dornesa.

GreatSeptS3

O Rei Baelor Targaryen construiu o Grande Septo de Baelor, movendo a sede da Fé de Vilavelha para Porto Real.

Daemon Blackfyre

Daemon Blackfyre, bastardo legitimado do Rei Aegon IV, tentou o usurpar o trono de seu irmão legítimo, Daeron II.

  • 157–161 D.C.: Rei Daeron I, o Jovem Dragão, assume o trono aos quatorze anos e quase que imediatamente inicia uma invasão a Dorne, independente desde a chegada de Aegon. O gênio militar de Daeron é notório e ele eventualmente força a submissão de Lançassolar. Embora a conquista tenha alcançado êxito, manter a região prova ser uma tarefa muito mais difícil e uma longa insurgência dornesa se inicia. Daeron I deixa Lyonel Tyrell, cuja família guerreava contra os Martell há mil anos, como seu intendente para governar Dorne. Porém, a tirania dele estimula um levante contra o Trono de Ferro. Quando Daeron I retorna com um novo exército, ele acaba sendo morto, seu primo Aemon é capturado e seu exército é derrotado. Daeron I morreu sem filhos, portanto o trono passou para seu irmão Baelor, que firma um tratado de paz com Dorne.
  • 161–171 D.C.: reinado de Baelor, o Abençoado. Baelor é piedoso e santo, mantendo o reino em paz. Ele negocia um fim às hostilidades com Dorne após a morte de seu irmão. Baelor também ordena a construção de um novo e imenso septo em Porto Real, o Grande Septo de Baelor, nomeado em sua homenagem após sua morte. Baelor tem tamanho entusiasmo religioso com a Fé dos Sete que permanece em celibato: em vez de casar-se com uma de suas irmãs, conforme a tradição Targaryen, ele tranca as três em uma torre da Fortaleza Vermelha conhecida como Arcada das Donzelas, para que elas não o tentassem com pensamentos carnais.
  • 171–172 D.C.: Baelor também morre sem filhos, e uma vez que Aegon III não tinha nenhum outro herdeiro homem, a sucessão real ignora suas irmãs sobreviventes e leva seu irmão mais novo, Viserys II Targaryen (filho mais novo de Rhaenyra), a assumir o trono. Viserys II serviu como Mão do Rei por anos durante os reinados de Daeron e Baelor, mas o período que ele próprio passou no Trono de Ferro foi curto, antes de morrer e ser sucedido por seu filho Aegon IV.
  • 172–184 D.C.: reinado de Aegon IV, o Indigno, considerado o pior rei da história e de Westeros. Cruel, mesquinho e guloso, Aegon tem um total de nove amantes sucessivas que mantém na corte, para a consternação de sua esposa-irmã Naerys. Ele desfavorece seu filho e herdeiro, Daeron II, por este ser casado com a dornesa Myriah Martell, e decide dar a Blackfyre, espada ancestral de aço valiriano de Aegon, o Conquistador, ao seu filho bastardo Daemon, que ele considera mais marcial e digno. Seu filho mudou o nome para Daemon Blackfyre, em homenagem à espada, e funda uma ramificação da Casa Targaryen conhecida como Casa Blackfyre. Com a morte de Aegon IV, Daeron II o sucede no Trono de Ferro.

As Rebeliões Blackfyre

  • Battle of the Redgrass Field

    Daemon foi morto no clímax da Batalha do Campo do Campim Vermelho por uma saraivada de flechas por parte de seu meio-irmão Corvo-de-Sangue e seus arqueiros.

    195-196 D.C.: Afirmando que Daeron II é na verdade fruto de uma relação ilegítima entre a Rainha Naerys e seu outro irmão, o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão, Daemon Blackfyre reivindica o Trono de Ferro. Metade do reino se declara favorável e uma guerra civil eclode, guerra esta que ficaria conhecida como Primeira Rebelião Blackfyre. O conflito é duro e brutal, matando dezenas de milhares. Eventualmente, Daemon consegue juntar forças o suficiente para marchar rumo a Porto Real, aliado às forças de seu meio-irmão bastardo Aegor "Açoamargo" Rivers. Os filhos de Daeron II, Baelor e Maekar, lideram um exército na tentativa de impedi-lo com a ajuda de outro bastardo de Aegon IV, Bryden "Corvo-de-Sangue" Rivers. O conflito resultante, a Batalha do Campo do Capim Vermelho, foi uma das maiores batalhas já travadas na história Westerosi. Corvo-de-Sangue foi capaz de assassinar Daemon Blackfyre com suas flechas e derrotar Açoamargo em combate singular. A chegada do exército Dornês encurrala o exército Blackfyre. Açoamargo foge junto aos filhos sobreviventes de Daemon, levando-os em segurança para as Cidades-Livres.
  • Targaryen Martell two marriages

    A aliança de casamento duplo que finalmente uniu Dorne ao Trono de Ferro: o Rei Daeron II Targaryen casou com Myriah Martell (esquerda), irmã do Príncipe Maron Martell, que se casou com a irmã de Daeron II, Daenerys (direita).

    197 D.C.: Em agradecimento pela assistência de Dorne no Capim Vermelho, Daeron II casa sua irmã mais nova Daenerys com o Príncipe Maron Martell, formalmente anexando Dorne aos Sete Reinos. Devido à união pacifíca, Dorne pode manter manter seus costumes, incluindo a herança igualitária e o direito dos líderes de Dorne de se chamarem "Príncipes".
  • Trial by seven of Duncan the Tall

    O Julgamento de Sete de Sor Duncan, o Alto durante o Torneio de Vaufreixo.

    209 D.C.: Durante um torneio em Vaufreixo, ocorre o Julgamento de Sete de Sor Duncan, o Alto quando o Sor Duncan, o Alto acidentalmente faz o Príncipe Aerion Targaryen, filho mais velho do Príncipe Maekar de tolo. Em seu julgamento por combate, o Príncipe Baelor "Quebralança" Targaryen é acidentalmente morto pelo seu irmão mais novo Maekar. Nasce a grande amizade de Sor Duncan com o Príncipe Aegon "Egg" Targaryen, quarto e mais novo filho de Maekar. Enojado por seu filho Aeron, Maekar concorda em deixar Aegon seguir Sor Duncan como seu escudeiro em busca de fortuna em Westeros, esperando dar ao garoto alguma experiência da vida-real. "Dunk e Egg", como são conhecidos, embarcam em inúmeras aventuras através de Westeros nos anos seguintes.
  • 209 D.C.: A Grande Doença da Primavera eclode em Westeros alguns anos depois do confronto entre Sor Duncan e o Príncipe Aerion em Vaufreixo. Dentre os mortos está o Rei Daeron II e seus herdeiros. Aerys I Targaryen acaba por herdar o trono. Ele nomeia Corvo-de-Sangue sua mão.
  • 211 D.C.: Partidários Blackfyre tentam lançar uma Segunda Rebelião Blackfyre, mas -

em parte devido às ações de Dunk e Egg - Corvo-de-Sangue expõe o plano, captura um dos filhos de Daemon Blackfyre e executa os conspiradores.

  • 221 C.C.: Depois de Aerys I morrer sem deixar herdeiros, seu irmão mais novo Maekar I, quarto filho de Daeron II, se torna Rei dos Sete Reinos.
  • Aegon V Targaryen

    Rei Aegon V (também conhecido como "Egg").

    233 D.C.: Maekar I morre após brigar com um cavaleiro fora-da-lei. Com seus filhos mais velhos mortos, um de varíola e Aerion após beber Fogovivo durante um acesso de locura), o conselho oferece a coroa a um Meistre da Cidadela chamado Aemon, mas devido aos seus votos, ele recusa o trono. Então, o quarto filho de Maekar assume o trono, Aegon V Targaryen. Ele é chamado de Aegon, O Improvável por ser o mais afastado da linha de sucessão e assumir o trono mesmo assim. Sor Duncan é incluído a Guarda Real de Aegon eventualmente se tornaria Lorde Comandante. No início do reinado de Aegon V Corvo-de-Sangue é exilado para a Muralha por assassinar um Blackfyre durante uma trégua. Sor Duncan é parte da "guarda de honra" responsável por sua escolta, junto ao irmão mais velho de Aegon V, Aemon - que se voluntariou para a Patrulha da Noite, apesar dos pedidos de Aegon V, ele queria se manter o mais longe possível das intrigas da capital.
  • ~234 D.C.: Tywin Lannister, filho mais velho de Tytos Lannister, nasce.[7]
  • 233-259 D.C.: O Reinado de Aegon V. Esse é um período de paz e prosperidade para os Sete Reinos. Durante os últimos anos do Rei Aegon V, Pycelle é nomeado Grande Meistre.
  • War Of the Ninepenny Kings

    O jovem Sor Barristan Selmy mata Maelys Blackfyre na conclusão da Quinta Rebelião Blackfyre, também conhecida como Guerra dos Reis de Nove Moedas.

  • 259 D.C.A Guerra dos Reis de Nove Moedas (também conhecida como Quinta Rebelião Blackfyre) tem início, nos anos finais do reinado de Argon V.[8] Um grupo de mercenários, procurando fortuna, conhecidos como o Bando dos Nove combinam suas forças: entre eles está Maelys, O Monstro, o último Pretendente Blackfyre. Após conquistar as Terras Disputadas e Tyrosh, eles tomam os Degraus de Pedra como primeiro movimento de sua invasão aos Sete Reinos. Na conclusão da guerra, Maelys Blackfyre é assassinado pelo promissor cavaleiro Sor Barristan Selmy. Tanto Sor Barristan Selmy quanto Sor Briden "Peixe-negro" Tully conquistam fama e glória na guerra, e voltam para casa como heróis. Por gratidão, o Rei Aegon V nomeia Sor Barristan para a Guarda Real, a qual ele serviria por quarenta anos. O adolescente Tywin Lannister e seus irmãos travaram sua primeira guerra, servindo com distinção. Durante a guerra, o irmão mais velgo de Bryden, Hoster Tully de Correrrio aceita a proposta do Lorde Baelish dos Dedos de nomear seu filho Petyr como escudeiro em Correrrio.[9][10]
    • Nota: Na continuidade do livro, a Guerra dos Reis das Noves Moedas foi travada durante o reinado do Rei Jaehaerys II, filho do Rei Aegon V e pai do Rei Aerys II, que reinou por apenas três anos. A continuidade da TV oficialmente eliminou Jaeheris II, tornando Aerys II o filho de Aegon V - ver "Remoção de Jahaerys II" na seção de notas abaixo. O especial da 5ª Temporada História e Tradição "Rebelião de Robert (História e Tradição): Perspectiva de Barristan Selmy" confirma a continuidade televisiva, a Guerra dos Reis das Noves Moedas ocorre nos últimos anos do reinado de Aegon V e Aerys II claramente se torna rei só depois do término da guerra.
  • 236-259 D.C. - O Rei Aegon V planeja uma séries de casamentos entre seus filhos e várias Grandes Casas para fortalecer os laços políticos no reino. Todos seus filhos desafiam o pai e se casam por amor, já que ele mesmo havia se casado por amor, ele sente que não pode recusá-los - fazendo com que seus planos de alianças políticas se despedaçassem. A jovem e bela Olenna Redwyne deviria ter se casado um dos filhos de Aegon V mas nenhum dos dois desejavam o matrimônio, ela acabou casando com o Lorde Luthor Tyrell.
    • Nota: Em relação à Guerra dos Reis das Nove Moedas, remover Jaehaerys II e fazer Aerys II filho direto de Aegon V elimina uma geração inteira de Targaryen, causando efeito colateral, como questões de quem exatamente seus filhos se casaram na continuidade da TV. Ver "Removendo Jaehaerys II" nas seções de notas abaixo.
  • 259 D.C.: O Rei Aegon V e seu filho primogênito Príncipe Duncan morrem durante o incêndio em Solarestival, o castelo de veraneio Targaryen, aparentemente o incêndio se deu após uma tentativa de chocar os últimos três ovos de dragão no oeste. O filho de Aegon V, Aerys II Targaryen, se torna rei. Os ovos são dados como destruídos no fogo.

O Reinado do Rei Louco

Artigo principal: Aerys II Targaryen
  • 259 D.C.: O reinado do Rei Aerys II tem inicio com grandes promessas. Ele substitui os velhos do conselho de seus sucessores e os substitui por jovens e vigorosos substitutos.
  • Castamere

    Na Rebelião Reyne-Tarbeck, o jovem Tywin erradicou a Casa Reyne até o último filho, restaurando a Hegemonia Lannister sob as Terras Ocidentais após uma geração de governo fraco de seu pai Tytos.

    260 D.C.: Embalado por sua recente experiência militar na Guerra dos Reis das Nove Moedas, o jovem Tywin Lannister derrota a Rebelião Reyne-Tarbeck para restaurar o domínio Lannister sob as Terras Ocidentais, ele faz questão de que cada Reyne sobrevivente - homem, mulher e criança - seja morto, como um exemplo para cada vasalo que ouse desafiar o Rochedo Casterly novamente. A erradicação da Casa Reyne é o primeiro grande passo para o retorno da Glória da Casa Lannister, onde Tywin praticamente sozinho reconstruiu a força e fortuna de sua Casa. Impressionado pela aspereza de Tywin, Aerys II Targaryen o nomeia Mão do Rei. Tywin continua a exercer sua posição habilmente por quase vinte anos, anos os quais os Sete Reinos e os Lannister principalmente gozam de paz e prosperidade.
  • 262 D.C.: A esposa de Tywin Lannister, Joanna Lannister da a luz à gemêos, Cersei e Jaime.[11]
  • 266 D.C.: A esposa de Tywin Lannister, Joanna morre dando à luz ao seu terceiro e último filho, um atrofiado anão chamado Tyrion.[12]
  • 266 - 290 D.C.: De acordo com Tyrion Lannister, Westeros passou por nove invernos durante sua vida, o último terminando em 290 D.C. Tyrion afirma que o inverno em que ele nasceu foi o mais longo, durando três anos.[13]
  • YoungCersei&Melara

    Young Cersei Lannister, esperando ser prometida ao Príncipe Rhaegar Targaryen, recebe uma profecia perturbadora de uma bruxa.

    275 D.C. - A jovem Cersei Lannister acompanhada por Melara Hetherspoon visitam uma bruxa da floresta chamada Maggy nas florestas ao redor de Rochedo Casterly, Cersei pede previsão do futuro na corte real (visto durante a abertura do primeiro Episódio da 5ª Temporada, "As Guerras por Vir").
  • Mad King

    Aerys II Targaryen cada vez mais insano.

    270s D.C.: Fraturas começam a aparecer no comportamento de Aerys. Ele se recusa a casar seu filho Rhaegar com a filha de Tywin, Cersei, e o casa com a Princesa Elia Martell de Dorne. Aerys se torna paranoico com as conversas no castelo de que Tywin é o verdadeiro governante dos Sete Reinos. Quando o Lorde Darklyn de Valdocaso se recusa a pagar seus impostos, Aerys resolve esmagar o problema sem ajuda de Tywin. Infelizmente, a situação sai do controle e Aerys é aprisionado por vários meses em Valdocaso até Tywin e Barristan Selmy atacarem o castelo e o resgatarem. Os Darklyn são queimados vivos por traição. Depois historiadores concluiriam que seu Definho em Valdocaso marcou o fim de sua sanidade. Aerys se recusa a permitir lâminas ao seu redor novamente (salvo pelos membros da Guarda Real), adotando uma aparição desarranjada com cabelo longo e sujo, unhas não cortadas muito longas. Seu comportamento se torna cada vez mais instável, como cortando a língua de Sor Ilyn Payne com ferro quente por ouvi-lo sussurrando (de acordo com Aerys) que Tywin era o verdadero homem mantendo o reino de pé.
  • c. 279 D.C.: No ano da falsa primavera, um grande torneio foi organizado pelo Lorde Whent em Harrenhal. O Rei Aerys e o Príncipe Rhaegar comparecem, assim como centenas de Lordes no Sete Reinos. O Príncipe Rhaegar vence o torneio, mas nomeia Lyanna Stark de Winterfell como Rainha do Amor e da Beleza ao invés da sua esposa Elia. O Lorde Tywin Lannister se enfurece quando Aerys nomeia seu filho Jaime para a Guarda Real, fazendo-o deserdar em favor de seu irmão feio e desfigurado Tyrion. Furioso, Tywin abandona o cargo de Mão e volta para o Rochedo Casterly.
    Abduction of Lyanna Stark

    O Príncipe herdeiro Rhaegar Targaryen sequestra Lyanna Stark.

  • Aerys Rickard Brandon

    Aerys ri histericamente enquanto Rickard e Brandon Stark são executados na sala do trono.

    280 D.C.: Rhaegar alegadamente rapta Lyanna contra sua vontade e desaparece. O irmão mais velho de Lyanna Brandon impulsivamente cavalga até Porto Real e ordena por justiça, ao invés disso, o Rei Aerys aprisiona ele e seu pai Lorde Rickard e os executa brutalmente.

A Rebelião de Robert

Artigo principal: Rebelião de Robert
BattleOfSummerhall

Robert Baratheon e seu exército rebelde batalham seu caminho para sair das Terras da Tempestade na Batalha de Solarestival.

Battle of ashford

Os Tyrells sob o comando de Randyll Tarly surge pelas costas do exército de Robert, forçando-o a seguir norte durante a Batalha de Vaufreixo.

Siege of storms end

Os Tyrells cercam Ponta Tempestade por quase um ano; a guarnição comandada por Stannis Baratheon quase morre de fome, mas contém o exército Tyrell.

Battle of the Trident

Robert e Rhaegar se engajam em um duelo épico no clímax da Batalha do Tridente, acarretando na morte de Rhaegar e derrota do principal exército Targaryen.

Slaughter

Durante o Saque de Porto Real, o brutal Sor Gregor Clegane mata os dois filhos de Thaegar, e prossegue para estuprar sua esposa Elia Martell.

Kingslayer

No auge do sque, Jaime Lannister mata o Rei Louco aos pés do Trono de Ferro.

Daenerys birth

A Rainha Rhaella morre dando a luz à Daenerys em Pedra-do-Dragão, que parte em exílio com seu irmão Vyseris para as Cidades Livres.

Jon baby

Catelyn fica chocada quando Eddard retorna do sul no final da guerra - carregando um bebê que ele diz ser seu filho bastardo: Jon Snow.

  • 280-281 D.C.: Em resposta a morte de Rickard e Brandon Stark, o novo Lorde de Winterfell, Eddard Stark, ergue os estandartes. Robert Baratheon, Lorde de Ponta Tempestade. O Lorde Jon Arryn do Vale, mentor de ambos Robert e Eddard, faz o mesmo. Os exércitos Stark, Tully e Arryn começam a se organizar ao norte do Tridente, mas as forças de Robert estão muito longe, no sul. Deixando seu irmão Stannis para manter Ponta Tempestade, Robert marcha ao noroeste em território inimigo. O Lorde Mace Tyrell continua a cercar Ponta Tempestade por um ano inteiro. Robert é derrotado na Batalha de Vaufreixo por forças Tyrell leais à coroa, mas, mas consegue alcançar o exército nortenho e do vale na Batalha dos Sinos. O exército rebelde combinado cruza o lado norte do Tridente. Ambos os lados se consolidam para uma grande batalha. Lorde Hoster Tully de Correrrio, que planejava casar sua filha com Catelyn com Brandon Stark, concorda casá-la com Eddard. Adicionalmente, Hoster casa sua segunda filha Lysa com Jon Arryn para fortalecer a aliança. Os quatro são casados em uma cerimônia de casamento duplo em Correrio antes da partida dos exércitos rebeldes.
  • O Príncipe Rhaegar lidera o exército royalista em direção aos rebeldes, mas é derrotado no ápice da Batalha do Tridente, onde ele é morto pelo Robert em pessoa num combate singular.
  • Percebendo que a vitória rebelde é iminente, o Rei Aerys envia seu último filho Viserys e sua esposa grávida, a Rainha Rhaella para a segurança da fortaleza de Pedra do Dragão.
  • Com Rhaegar morto, os lordes que estavam indecididos sobre qual lado se juntar agora abandonam o Rei Louco. O exército do Lorde Tywin chega a Porto Real supostamente para defender a cidade, mas assim que os portões se erguem os Lannisters saqueiam a cidade. Aerys II é morto por Jaime Lannister, por isso seu apelido passaria a ser "o Regicida".
  • Em Pedra do Dragão, a Rainha Rhaela morre no parto de sua filha, Daenerys, vários meses de´pois da morte de seu pai e da queda de Porto Real. Durante seu nascimento uma grande tempestade destruiu o que restou da armada Targaryen em Pedra do Dragão, por isso ela seria conhecida como "Daenerys Nascida da Tormenta". Os rebeldes não possuem uma frota, por isso, leva algum tempo para construir uma e atacar a ilha. Eventualmente, percebendo que os rebeldes não tardavam a chegar, membros leais aos Targaryens contrabandeiam os herdeiros Viserys e Daenerys para a segurança nas Cidades Livres, onde eles seriam exilados.
  • Robert Baratheon, devido à relações antigas de sangue com a Casa Targaryen, é proclamado Rei dos Sete Reinos, Com Lyanna morta, Robert casa com Cersei Lannister para fortalecer a aliança que derrotou os Targaryens.
    • A adaptação de TV teve que aumentar a idade de vários personagens jovens por razões de censura: a idade de Daenerys deveria estar diretamente conectada a guerra, já que seu pai morreu no final da mesma e ela nasceu após sua morte. Então, a Rebelião de Robert ocorreu 15 anos antes do início da primeira novela, mas é repetidamente dito que ela ocorreu 17 anos antes da 1ª Temporada da Série de TV. Nunca é definitivamente afirmado que a rebelião tenha acontecido dois anos anos, ou que os eventos na 1ª Temporada aconteçam dois anos depois da contraparte literária. Baseado no fato que cartas de cenário na 1ª Temporada são datadas como "298 D.C." - o mesmo ano em que a primeira novela começa - A Game of Thrones Wiki acredita que essa é uma indicação de que a Rebelião de Robert tenha começado dois anos antes na continuidade da TV, em 280 D.C. ao invés de 282 D.C.
  • 281 D.C. - Nasce Theon Greyjoy, o terceiro filho de Balon Greyjoy.[14]

Diferenças em relação aos livros

Medição do tempo

Na época dos romances, Westeros tem usado um sistema de calendário baseado no ano do Desembarque de Aegon, que ocorreu três séculos antes. Como explicado acima, chamá-lo com base no "Desembarque de Aegon" (D.D.) é um tanto anacrônico, dado que o "desembarque" ocorreu no início da conquista, mas o sistema de calendário só se inicia dois anos depois, no final da conquista. Textos históricos mais recentes dentro-do-universo têm passado a usar o nome alternativo de "Depois da Conquista" (D.C.). A diferença está puramente na nomenclatura: os anos "298 D.D." e "298 D.C." são exatamente o mesmo.

O mundo conhecido, no qual Westeros e Essos estão, tem estações flexíveis que podem durar anos, às vezes até décadas cada (embora essas estações imensas só ocorram uma vez a cada um ou dois séculos). Em média, é possível que cada estação dure cerca de dois ou três anos (com o ciclo de quatro estações durando quase uma década). Há sinais de que as estações nem sempre são assim: os personagens ainda definem "um ano" como um período de doze meses, e não um ciclo completo entre verão e inverno. Assim como na vida real, os meses são aproximadamente um período de 30 dias. O termo "volta de lua" é geralmente usado para "mês".

Aparentemente Westeros não possui nomes específicos para cada mês/volta de lua, uma vez que nenhum nome de mês foi mencionado ao longo dos cinco romances e os nomes que usamos se originaram da história da vida real (por exemplo, julho e agosto foram nomeados em homenagem a imperadores romanos). Quando os textos históricos dentro-do-universo presentes nos contos sobre a Dança dos Dragões apresentam datas específicas, eles geralmente estão no formato de "no décimo dia da terceira lua de 129 D.C." etc. Embora eles aparentemente se refiram a cada mês por números, é necessário ter em mente que isso é essencialmente o que o calendário gregoriano faz, por herança romana, e seus nomes geralmente se originaram de números latinos: "setembro", o sétimo mês, vem de septem; "outubro", oitavo mês, vem de octo etc.

Westeros também não utiliza um sistema de medição de horas como o nosso, além de não possuir relógios mecânicos. Nem todas as culturas da história da vida real têm a primeira hora de um determinado dia com base na meia-noite; algumas começam a contar a partir do nascer do sol, outras do poente. Nunca foi especificado em qual hora um dia oficialmente começa em Westeros (embora, por serem uma sociedade agrária, provavelmente utilizam como base o nascer do sol). Cada "dia" aparentemente consiste de um período de 24 horas — simplesmente para que Martin não confundisse os leitores quando se referisse a uma determinada quantidade de horas na narrativa. As pessoas de Westeros aparentemente dão nomes coloquiais para cada hora do dia, como é o caso da "hora do lobo", o momento mais escuro durante a noite. Alguns outros nomes de horas já foram mencionados de passagem:

  • Hora do morcego - aparentemente bastante depois do pôr do sol, se não na noite profunda.
  • Hora da enguia - imediatamente após a hora do morcego.
  • Hora dos fantasmas - imediatamente após a hora da enguia.
  • Hora da coruja - chega várias horas após a hora do morcego, mas ainda antes do amanhecer; sua posição exata é incerta.
  • Hora do lobo - parte mais escura da noite, após a hora da coruja (na vida real, tipicamente se considera que a "hora do lobo" está entre as 3h e 5h, ainda de madrugada).
  • Hora do rouxinol - após a hora do lobo.

Adição de dois anos entre a Rebelião de Robert e a 1ª temporada

A cronologia dos livros é praticamente semelhante à da série de TV, com diversas pequenas diferenças. Muitos personagens jovens — sobretudo Jon Snow, todas as crianças Stark e Daenerys Targaryen — são dois ou três anos mais velhos que seus equivalentes nos livros, necessitando que a Rebelião de Robert tivesse ocorrido dezessete anos antes dos eventos do início da série, em vez de quinze.

Outros personagens são mais velhos (Eddard Stark e Robert Baratheon são dez anos mais velhos que suas contrapartes nos livros) ou mais novos (Sor Vardis Egen é décadas mais jovem que nos livros, enquanto Theon Greyjoy é dois anos mais novo), embora isso não influencie em quase nada na linha do tempo.

Na cronologia dos livros, aproximadamente dois anos se passaram entre o início de A Guerra dos Tronos e o final do terceiro romance, A Tormenta de Espadas. De fato, menos que um ano completo se passa em cada romance. Os atores mirins da série de TV, porém, ainda envelhecem a um ritmo normal durante a produção, de modo que, para manter a coerência, a série de TV geralmente segue a regra de que cada temporada equivale a um ano na narrativa. Isso os fez ganhar um ano inteiro ao final da 3ª temporada, uma vez que o Casamento Vermelho ocorreu apenas dois anos após a morte de Jon Arryn.

Além disso, o terceiro romance é tão longo que os produtores da série de TV anunciaram que o dividiriam em duas temporadas diferentes de dez episódios cada, permitindo um total de vinte episódios para adaptar a história. Devido a reflexões práticas, o elenco e a equipe da série fisicamente não conseguem gravar mais que uma temporada de dez episódios por ano. Os escritores Benioff e Weiss repetidamente insistiram que estão adaptando os livros de Martin como um todo, e não pensam em cada temporada como uma unidade específica adaptando um livro de cada vez. Apesar disso, devido a usarem atores crianças e cada temporada equivaler a um ano no enredo, isso representa a adição de outro ano extra como resultado de dividir o terceiro romance em duas temporadas na série.

Arya Stark tem nove anos no primeiro romance, mas com todos os personagens envelhecendo dois anos na continuidade da série de TV, ela afirma diretamente que tem 11 anos na 1ª temporada. Nos livros, Arya tinha onze anos na época do Casamento Vermelho, e continuou com essa idade pelo resto do terceiro romance (que corresponde ao final da 4ª temporada). Na continuidade da série, porém, Arya já tinha cerca de 13 anos na época do Casamento Vermelho. Por fim, Arya terá quinze anos na continuidade da série ao final da 4ª temporada: um ano ganho ao transformar uma narrativa de dois anos em uma de três, e outro ganho pela divisão do terceiro livro.

Entre as ideias abandonadas por George R.R. Martin durante a escrita dos romances estava a inclusão de lacunas longas entre os capítulos de A Guerra dos Tronos e também saltar cinco anos após os eventos de A Tormenta de Espadas. Em ambos os casos, a necessidade de abordar enredos em andamento fez com que esses lapsos temporais não pudessem ser realizados.

Jorah's Pardon

A data da carta de perdão de Jorah, na primeira temporada, é "298 D.C." — a mesma que a dos livros —, o que adotamos como constatação de que tanto a série quanto o primeiro romance começam no ano 298 D.C., embora o tempo na série de TV passe mais lentamente.

Um ponto-chave é que, na continuidade da TV, não foi deixado claro em qual ano do calendário a história se situa. Dois anos extras foram adicionados entre a Rebelião de Robert e a morte de Jon Arryn, mas nunca foi especificado como isso se efetuou: ou a Rebelião de Robert ocorreu dois anos antes em relação aos livros, ou Jon Arryn morreu dois anos depois de sua contraparte. Não houve nenhuma afirmação em tela sobre qual é a data exata. Nos livros, o Casamento Vermelho ocorreu pouco antes da chegada do ano 300 D.C. Contudo, cartas cenográficas escritas na 1ª temporada (como o perdão real de Jorah Mormont) estão datadas como escritas no ano de 298 D.C. — o mesmo no qual o primeiro romance se inicia. A Wiki Game of Thrones interpreta isso como um indicativo de que a Rebelião de Robert ocorreu dois anos antes na continuidade da série de TV.

Ainda se afirma constantemente que a Rebelião Greyjoy, um evento importante e datável do reinado de Robert na continuidade da série de TV, ocorreu nove anos antes do início da história. Exemplo disso é quando Balon comenta que faz nove anos que não via Theon quando este retorna a Pyke na 2ª temporada (ainda não dez anos exatos porque, sendo ainda no início da 2ª temporada, trata-se de repercussão da temporada anterior; outras referências também o dão como nove anos). Nos livros, a Rebelião Greyjoy também ocorreu nove anos antes do início da história. Na continuidade dos livros, com um intervalo de quinze anos desde a Rebelião de Robert, a Rebelião Greyjoy ocorreu seis anos depois que Robert foi coroado. Na série de TV, o intervalo de dezessete anos desde a Rebelião de Robert significa que a Rebelião Greyjou ocorreu no oitavo ano do reinado de Robert (e, em ambas continuidades, nove anos antes da morte de Jon Arryn). Ainda assim, a Rebelião Greyjoy não é um ponto datável muito útil, já que só sabemos de sua data em relação à Rebelião de Robert. Isso não necessariamente significa que os dois anos extras foram inseridos no começo do reinado de Robert ou que a Rebelião de Robert começou dois anos antes — a Rebelião Greyjoy não é um ponto fixo, e Balon pode ter decidido simplesmente esperar mais dois anos antes de iniciar sua rebelião na continuidade da TV.

O resultado conjunto de tudo isso é dois princípios importantes:

  • Tanto a primeira temporada quanto o primeiro livro começam em 298 D.C., mas a Rebelião de Robert ocorreu dois anos antes na continuidade da TV, de 280 a 281 D.C., em vez de 282 a 283 D.C.
  • O tempo passa mais devagar na adaptação da TV, aproximadamente na velocidade de que uma temporada na série equivale a um ano de narrativa, o que nem sempre ocorreu nos romances. Apenas cerca de dois anos se passam entre o começo de A Guerra dos Tronos e o momento em que Joffrey morre em A Tormenta de Espadas (seu casamento ocorreu no dia de ano novo de 300 D.C.) A série de TV, no entanto, teve de reconhecer questões práticas, particularmente o uso de atores mirins que envelhecem a um ritmo normal.

Nos romances, a Rebelião de Robert ocorreu quinze anos antes do primeiro romance, e dois anos depois disso Joffrey morreu, o que significa que cerca de dezessete anos se passaram entre a morte de Aerys Targaryen e a morte de Tywin Lannister. Na série de TV a rebelião começou dois anos mais cedo, e outro ano foi ganho devido ao tempo se passar mais lentamente entre as três primeiras temporadas da série de TV, levando a se passarem cerca de vinte anos entre a morte do Rei Louco e a morte de Tywin. De fato, no episódio "A Montanha e a Víbora", da 4ª temporada, Petyr Baelish menciona aos outros senhores do Vale que se passaram "vinte anos" desde a Rebelião de Robert: aparentemente ele não estava arredondando, uma vez que esse número coincide com o princípio de que uma temporada na série equivale a um ano.

Remoção de Jaehaerys II

Outra mudança notável inclui a remoção do Rei Jaehaerys II da dinastia Targaryen para a série de TV. Isso torna o Rei Aegon V — irmão do Meistre Aemon — diretamente o pai do Rei Louco e avô de Daenerys e Viserys. Presume-se que isso tenha sido feito para tornar a explicação da genealogia de Aemon a Jon Snow mais concisa e menos complexa. Quando diretamente questionado a respeito, o escritor Bryan Cogman confirmou que Jaehaerys II foi oficialmente removido da continuidade da TV: "Sim, ele está oficialmente fora do cânone da série. No cânon de Game of Thrones, Egg é o pai do Rei Louco".[15] Egg é o apelido do Rei Aegon V Targaryen nos contos de O cavaleiro dos Sete Reinos. Isso tem implicações mais amplas para a potencial adaptação em live-action das prequelas que a HBO vem discutindo com George R.R. Martin.

Idade de Sansa Stark

No primeiro episódio da primeira temporada, Sansa Stark afirma bem à vista que tem treze anos — seguindo a regra de que personagens jovens envelheceram cerca de dois anos, já que ela só tinha onze anos a essa altura dos livros. Geralmente a série de TV segue a regra de que uma temporada equivale a um ano na narrativa, a qual os três livros vagamente seguiram. Porém, na noite de seu casamento, no episódio "Segundos Filhos" da terceira temporada, Sansa diz a Tyrion que tem quatorze anos, em vez de quinze. Todavia, isso não se trata de uma grande inconsistência, já que Sansa podia estar perto de completar quinze anos, mas o dia de seu nome ainda não tinha chegado (além disso, ela estava com tanto medo de fazer sexo com Tyrion que ela deve ter simplesmente enfatizado o quão jovem ela era para detê-lo).

Idade dos Lannister

A série de TV também introduziu algumas inconsistências com as idades de Cersei Lannister e seu filho Joffrey. No episódio "Água Negra", Cersei afirma que tinha quatro anos quando sua mãe morreu (dando à luz seu irmão mais novo, Tyrion), mas nos livros ela tinha aproximadamente oito anos na época. Além disso, em "Segundos Filhos", Cersei diz a Margaery Tyrell que se lembra da Rebelião Reyne — nos livros, Cersei nasceu em 266 D.C., depois da rebelião Reyne-Tarbeck que ocorreu em 260 D.C. Os números simplesmente não coincidem: Tywin tornou-se Mão do Rei para Aerys II Targaryen porque Aerys ficou impressionado com o jeito implacável que ele esmagou a Casa Reyne, e então Tywin serviu como Mão do Rei por vinte anos, demitiu-se pouco antes da Rebelião de Robert, e outros 17 anos se passaram (na continuidade da série). Logo, para que pudesse se lembrar da Rebelião Reyne, Cersei teria de ter mais de quarenta anos, mas tanto Cersei quanto sua atriz, Lena Headey, estavam na casa dos trinta anos durante a terceira temporada.

Na série de TV, Tyrion diz que tinha dezesseis anos quando se casou com Tysha, enquanto nos livros ele tinha treze anos. Isso pode ter sido parte da tentativa geral de evitar mencionar crianças tendo relações sexuais na série (como foi o caso de Daenerys, no começo do primeiro livro, tendo relações também aos treze anos).

Em "O Príncipe de Winterfell", da segunda temporada, Tyrion faz um comentário informal de que Joffrey tem dezessete anos e não é um bom guerreiro, contrastando com a grande habilidade que seu "tio" Jaime tinha com a mesma idade. Nos livros, Jaime tinha quinze anos quando foi armado cavaleiro após a destruição da Irmandade da Mata de Rei, e foi nomeado para a Guarda Real apenas alguns meses depois. Ao que parece, o princípio de aumentar a maioridade de Westeros em dois anos também se estendeu retroativamente (caso contrário, pareceria estranho para uma audiência moderna que Jaime tivesse apenas quinze anos quando nomeado para uma posição de tanto prestígio).

Joffrey, na verdade, tem apenas treze anos no segundo romance: o torneio no primeiro episódio da segunda temporada foi explicitamente para comemorar o décimo terceiro dia de seu nome, mas a série de TV evitou dar um número na época. Enquanto muitos personagens jovens foram envelhecidos em cerca de dois anos, isso faria com que Joffrey fosse quatro anos mais velho que sua contraparte nos livros. É possível que isso tenha sido uma fala perdida em "O Príncipe de Winterfell" com a intenção única de contrastar Joffrey com Jaime, mas não levando em conta a linha do tempo. Ainda assim, isso extenua os limites da linha do tempo: se Joffrey tem dezessete anos na segunda temporada, isso o faz ter dezesseis na primeira temporada — sendo que esta, na continuidade da série, ocorre dezessete anos após a Rebelião de Robert. Robert e Cersei se casaram no fim da rebelião, então Cersei teria de ter ficado imediatamente grávida de Joffrey (embora engravidada por Jaime, deveria ter se passado tempo suficiente para que ela pudesse fazer Joffrey se passar por filho de Robert). Ainda assim, a série não manteve um bom controle sobre isso graças a outras mudanças que introduziram: possivelmente para tornar Cersei mais compassiva, a continuidade da série fez com que Cersei tivesse um filho com Robert no primeiro ano de seu casamento, quando ela manteve falsas esperanças de que ela conseguiria fazer o relacionamento dar certo. Ela afirma que o garoto morreu de febre na infância — o que significa que ele não era um natimorto, mas foi carregado por um período completo de nove meses. Com a idade de Joffrey já foi bastante recuada, eles acabaram se sobrepondo: se Joffrey tinha dezessete na segunda temporada, dezoito anos após a Rebelião de Robert, Cersei teria de ter passado por duas gravidezes de nove meses separadas em um período de apenas doze meses depois que ela se casou com Robert no fim da guerra.

Tyrion também diz em "O Príncipe de Winterfell" que Cersei tinha dezenove anos quando se tornou rainha, casando-se com Robert Baratheon no fim da Guera do Usurpador. Nos livros ela nasceu em 266 D.C., Jaime matou o Rei Louco em 283 D.C. e Joffrey nasceu em 285 D.C. A idade de dezenove anos, na série de TV, coincide vagamente com a dos livros, uma vez que não ficou exatamente em que ano Cersei se casou com Robert, entre 283 e 285 D.C. — dado que um casamento real importante para marcar a ascensão da nova dinastia Baratheon demoraria algum tempo para ser preparado. Jaime tem a mesma idade que Cersei, pois são gêmeos; nos livros, Jaime foi nomeado à Guarda Real com quinze anos, a Rebelião de Robert estourou um ano depois e durou outro ano, e ele matou Aerys II quando tinha dezessete anos, a mesma ideia com que Cersei casou-se com Robert. A série de TV manteve a ideia de que dois anos se passaram entre o momento em que Jaime entrou na Guarda Real e quando ele matou o Rei Louco, mas se ele (e Cersei) tivesse dezessete anos na época, dois anos depois Cersei realmente teria dezenove anos ao se casar com Robert.

Joffrey nasceu em 285 D.C., mas isso ainda seria cabível se Joffrey tivesse simplesmente nascido no final do calendário deste mesmo ano — embora com grande dificuldade.

Entretanto, essa confirmação de que Cersei tinha dezenove anos quando se casou com Robert significa que outras afirmações sobre sua idade são ainda mais contraditórias. Em "Duas Espadas", Joffrey faz um comentário ligeiro de que Jaime, e consequentemente Cersei, tinha quarenta anos, mesmo que eles tivessem dezenove quando ela se casou e vinte anos tivessem se passado desde então. Isso pode ser facilmente explicado caso Joffrey quisesse dizer que Jaime tinha quase quarenta e que os gêmeos têm, na verdade, 39 anos na quarta temporada. Porém, Aerys II tornou Tywin Mão do Rei como resultado da Rebelião Reyne, e a série de TV constantemente confirma que ele foi Mão do Rei por cerca de vinte anos. Logo, Cersei (e Jaime) teriam que ter nascido na mesma época que a Rebelião Reyne aconteceu, e não teriam condições de lembrar dela.

A afirmação na série de que Cersei tinha quatro anos quando sua mãe Joanna morreu (e Tyrion nasceu), em vez de oito anos, significaria que Tyrion tinha quinze anos quando ela se casou com Robert (ou na parte final da rebelião ou dentre os próximos dois anos). Ao adicionar outros dezessete anos, teríamos que o Tyrion da série tem 32 anos na primeira temporada, comparado aos 23 anos do primeiro romance (dois anos adicionados após a Rebelião de Robert, outros dois anos graças à idade de Cersei quando ela se casou, e então mais quatro anos porque seu nascimento é um ponto fixo relativo à idade de Cersei quando Joanna morreu o dando à luz).

Resumindo, as declarações dos livros sobre as idades dos Lannister são:

  • c. 260–261 D.C. — Tywin Lannister derruba a rebelião Reyne-Tarbeck. O Rei Aerys II Targaryen posteriormente observa sua habilidade e o nomeia Mão do Rei, cargo que ele exerce por "vinte anos" (possivelmente arredondado).
  • 266 D.C. — Os gêmeos Cersei e Jaime nascem de Tywin e sua esposa, Joanna Lannister.
  • 274 D.C. — Joanna Lannister morre dando à luz Tyrion; Cersei tem oito anos na época.
  • 280–281 D.C. — Jaime é armado cavaleiro e, após uma questão de meses, é elevado à Guarda Real, em ambas as situações com quinze anos.
  • 281 D.C. — A Rebelião de Robert estoura apenas alguns meses depois (Jaime foi formalmente elevado á Guarda Real no mesmo torneio em Harrenhal no qual Rhaegar Targaryen nomeou Lyanna Stark rainha do amor e da beleza, e a raptou não muito tempo depois).
  • 283 D.C. — A Rebelião de Robert termina com a Batalha do Tridente, e então com o Saque de Porto Real. Cersei se casou com Robert Baratheon "no final da guerra", embora o tempo passado durante as preparações elaboradas para o casamento real não tenha sido especificado.
  • 286 D.C. — Cersei dá à luz Joffrey.
  • c. 287 D.C. — Tyrion se casa com Tysha aos treze anos de idade, mas a união é anulada por seu pai, que o força a assistir seus guardas executarem um estupro coletivo nela. Isso ocorre quatro anos após o término da reunião.
  • 298 D.C. — Jon Arryn morre e a narrativa do primeiro livro, A Guerra dos Tronos, começa. Afirma-se que Joffrey tem doze anos; portanto, há um intervalo de três anos entre a morte de Aerys II e o nascimento de Joffrey, embora a data exata do casamento de Cersei e Robert seja incerta (embora seja óbvio que Robert não era o pai, Cersei teria que conseguir passar Joffrey por filho de Robert, fazendo com que ele não pudesse ter nascido apenas seis meses depois do casamento).
  • 299 D.C. — Batalha da Água Negra e os eventos de O Festim dos Corvos.
  • 300 D.C. — Casamento Vermelho.

As declarações da série de TV sobre as idades dos Lannister:

  • Tywin serviu como Mão do Rei por vinte anos.
  • Tywin foi nomeado Mão do Rei depois do Rei Aerys se impressionar com a forma que ele esmagou a Rebelião Reyne.
  • Cersei tinha dezenove anos quando se casou com Robert após ele conquistar a coroa, pouco depois de vinte anos após seu pai se tornar Mão do Rei e, consequentemente, vinte anos após a Rebelião Reyne.
  • Cersei afirma a Margaery Tyrell que era velha o suficiente para se lembrar da Rebelião Reyne, apesar de ser apenas um bebê na época.
    • A resposta mais simples pode ser que os escritores estabeleçam retroativamente, mais tarde, que Cersei estava simplesmente mentindo porque queria intimidar Margaery, e que na verdade ela não se lembra da Rebelião Reyne.
  • Jaime foi nomeado à Guarda Real aos dezessete anos, em vez de quinze, fazendo com que Cersei também tivesse dezessete (ou pouco mais que isso) no início da guerra. Esta durou dois anos, exigindo que ela se casasse com Robert imediatamente depois, aos dezenove anos, e não aos dezessete como nos livros. A série de TV realmente confirmou que ela tinha dezenove anos quando se tornou rainha.
  • O resultado prático é que a Cersei da série de TV realmente nasceu dois anos antes, em relação à Rebelião de Robert, que sua contraparte dos livros. Ainda assim, ela continuaria precisando ser quatro ou cinco anos mais velha para conseguir se lembrar da Rebelião Reyne.
  • Em vez de nascer oito anos depois de Cersei, como nos livros, Tyrion nasceu apenas quatro anos depois dela. A Cersei dos livros tinha dezessete anos quando a Rebelião de Robert acabou e Tyrion (que nasceu quando ela tinha oito anos) tinha, portanto, nove anos na época que a guerra acabou. Adotando o nascimento e idade de Cersei durante a rebelião como pontos fixos, Tyrion nasceu quatro anos mais cedo na vida de Cersei e é, portanto, quatro anos mais velho (combinado com o fato de que a própria Cersei da série é dois anos mais velha que nos livros). O resultado é que o Tyrion da série é seis anos mais velho que o Tyrion dos livros quando a Rebelião de Robert acabou, tendo quinze anos e não nove.
  • O Tyrion da série de TV se casa com Tysha, mas Tywin anula o casamento quando ele tem dezesseis anos, um ano depois que a rebelião termina, em vez de quatro anos depois como nos livros, quando Tyrion tinha treze anos.
  • O único resultado prático de fazer a morte de Joanna e o nascimento de Tyrion ocorrerem quatro anos antes é, portanto, fazer com que Tyrion fosse mais velho ao se casar com Tysha (possivelmente devido a problemas com censura), embora em ambas as versões ele tenha se casado com ela algum tempo após a Rebelião de Robert. Logo, a sequência de eventos não foi particularmente alterada.
  • O reinado de Robert foi dois anos mais longo na série de TV, passando de quinze para dezessete anos (a fim de aumentar a idade de Daenerys por motivos de censura).
  • Nos livros, Cersei e Jaime tinham dezessete anos quando a guerra acabou; somando com o intervalo seguinte de quinze anos, sabemos que ambos têm 32 anos no início da narrativa, e Tyrion, por ser oito anos mais novo, tem 24 anos. Em contrapartida, na série de TV, Cersei e Jaime tinham dezenove anos quando a guerra acabou, o que, somado ao intervalo de dezessete anos, faz com que ambos tenham 36 anos, enquanto Tyrion (declarado ser quatro anos mais novo que eles) tem 32 anos.
  • A série de TV também afirma que Cersei teve uma gestação completa e deu à luz uma criança gerada por Robert, que morreu pouco tempo depois de nascer graças a uma febre (não ficou claro se foram dias ou semanas depois do nascimento). Cersei, então, ficou grávida de Joffrey, secretamente concebido por Jaime. Joffrey não pode ter mais de quinze anos e meio na primeira temporada.
  • Os livros deram alguma margem de manobra quanto a isso, já que Cersei não engravidou imediatamente de Joffrey após se casar com Robert: ela se casou com ele quinze anos antes do início da narrativa e Joffrey tem doze anos nessa época, fazendo com que haja um intervalo de três anos entre o casamento deles e o nascimento de Joffrey. Ainda é plausível que ela tenha tido um natimorto durante esse intervalo.
  • Tyrion afirma na segunda temporada, um ano depois, que Joffrey tem dezessete anos — o que, esticando a linha do tempo, ainda é vagamente possível, se Cersei tivesse engravidado de seu primeiro filho com Robert nas primeiras semanas de seu casamento, e depois ele tivesse morrido de uma febre pouco tempo depois de nascer, e então ela tivesse engravidado de Joffrey por Jaime. Ainda assim, Joffrey não podia ter nascido antes dos dezoito meses de casamento, o que faz com que ele tenha quinze anos e meio na primeira temporada, e dezesseis e meio na segunda. Por fim, Tyrion poderia ter arredondado de dezesseis e meio para dezessete, falando bem vagamente.
  • Portanto, a sequência básica de eventos permanece a mesma e não há praticamente nenhuma contradição direta (além das que podem ser resolvidas ao arredondar os anos). Todavia, é simplesmente impossível que Cersei consiga se lembrar da Rebelião Reyne. Tywin foi Mão do Rei por "vinte anos" (o que pode ter sido arredondado), mas se demitiu do cargo quando Jaime foi nomeado para a Guarda Real aos dezessete anos — e, uma vez que Jaime e Cersei têm a mesma idade, a Rebelião Reyne teria que ter acontecido três anos antes dela nascer.
    • Há outra explicação plausível para justificar a declaração de Cersei, sem recorrer à explicação de que ela estava apenas mentindo para intimidar Margaery. Cersei não diz especificamente que se lembra da Rebelião Reyne, mas sim que se lembra de ver os corpos dos Reyne que Tywin deixou expostos sobre os portões de Rochedo Casterly pelo "verão inteiro". Mantendo em mente que as temporadas duram vários anos em Westeros, isto pode ajudar a solucionar a contradição. Primeiramente, Tywin teria que ter sido Mão por no máximo dezenove anos, e todos simplesmente arredondam para "vinte anos", para que Cersei tivesse nascido durante a rebelião. Depois, Cersei poderia se lembrar de observar os corpos como uma garotinha de três ou quatro anos, e os corpos dos Reyne teriam apodrecido a esqueletos naquela altura. Mesmo assim isso é bastante difícil, e Cersei fala sobre o Lorde Reyne ter dado à sua esposa diamantes maiores que os da mãe dela como se ela mesma tivesse presenciado. Contudo, ela pode ter ficado sabendo disso graças ao seu pai.
  • No episódio "Primeiro do Seu Nome", da quarta temporada, Cersei diz que é rainha há dezenove anos. Robert era rei há dezessete anos na primeira temporada, e provavelmente se passaram três anos desde então, o que faria com que ela tivesse vinte anos de reinado, e não dezenove. A data exata do casamento de Cersei pode simplesmente não ter passado ainda, ou ela se casou alguns meses depois da guerra.

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 HBO Viewer's Guide, Season 2 appendices Westeros Through the Ages
  2. "Casa Reed (História e Tradição)"
  3. "O Povo Livre (História e Tradição)"
  4. "A Patrulha da Noite (História e Tradição)"
  5. "Mhysa"
  6. 6,0 6,1 "A Era dos Heróis (Guia Completo para Westeros)"
  7. É dito em um diálogo no episódio "As Leis de Deuses e Homens" que Tywin tem 67 anos.
  8. [[Rebelião de Robert (História e Tradição)]]
  9. Casa Baelish (História e Tradição)
  10. Rebelião de Robert (História e Tradição)
  11. Cersei e Jaime tem a mesma idade. Jaime foi nomeado para a Guarda Real com 17 anos logo antes da Rebelião de Robert, e Cersei afirma ter se casado com Robert aos 19, no final da guerra).
  12. Cersei diz durante a Batalha da Água Negra que ela tinha quatro anos quando sua mãe deu a luz à Tyrion, um pouco antes da data dita nos livros.
  13. "Lorde Snow"
  14. "O Lobo e o Leão" - Theon: "Eu sou protegido do Lorde Stark desde que eu tinha oito anos de idade"> A Rebelião Greyjoy foi 9 anos antes da morte de Jon Arryn, assim como nas novelas.
  15. Entrevista com Bryan Cogman, 24 de abril, 2013.

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